Caminhos da paz.

 

O mundo inteiro fala em paz – ou melhor, na busca da paz em sociedades assoladas pela violência. Mas a paz não é um discurso estático; é uma prática em movimento. E, como Mahatma Gandhi ensinou, não há caminho para a paz – a paz é o caminho.
“Trata-se de um exercício diário de olhar e de agir”, explica a psicoterapeuta e consultora Maria Tereza Maldonado, autora de mais de 20 livros na área de relacionamentos. Trata-se também do entendimento do tamanho da nossa responsabilidade. “A violência lá fora é reflexo da violência que existe dentro do ser humano”.
Cada um de nós pode mudar o mundo a partir de uma mudança interna, que por sua vez muda quem está do lado, e assim sucessivamente, num efeito dominó”, afirma a professora de ioga Marcia De Luca, uma das idealizadoras do movimento Yoga pela Paz, que este ano será realizado em sete cidades brasileiras.
Se quisermos ser solidários com os outros que sofrem, o primeiro passo é sair do conflito, e o segundo é irradiar paz para o mundo. Mas isso não é tarefa para fracos, nem para aqueles que têm medo do conflito. Por isso, a chave para a paz está em não buscar o conflito e não fugir dele. A chave da paz está em compreender a resolver os conflitos internos, porque a guerra militar é apenas a continuação da angústia por outros meios.
O taoísmo e outras tradições orientais têm muito a nos ensinar a respeito da paz duradoura que brota da sabedoria e da força interior. Se conhecermos nosso potencial divino, mas não conhecemos nossos erros e defeitos, para cada vitória sofremos uma derrota. Se não conhecermos nossos erros e condicionamentos, nem nosso potencial divino, perdemos todas as batalhas. Assim, a observação dos nossos erros e dificuldades é de importância crucial no caminho do auto-aperfeiçoamento.

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