Diante de tanto preconceito, qual a fronteira para o humor?

Geralmente utilizamos de uma piada para criticar ou como sempre, só para fazer o outro ri, isso é o humor, alguns comediantes utilizam-se de coisas do cotidiano, já outros de coisas pesadas ou preconceituosas, ai entra em discussão quais as fronteiras do humor? Ou será que o humor não tem limites?
O YouTube atualmente é o lugar mais procurado para fazer e assistir humor, antes apenas a TV produzia este tipo de conteúdo, esse quadro começou a mudar a partir da primeira década do século XXI. O maior youtuber brasileiro hoje é o comediante.
Há algum tempo o humorista Rafinha Bastos foi alvo de polêmica, tudo isso se deu devido a uma piada que ele fez sobre a cantora Wanessa Camargo, dizendo que “comeria ela e o bebê” diante da notícia da gravidez da filha de Zezé de Camargo. A repercussão foi muito grande, por parte dos familiares da cantora, amigos como o ex-jogador Ronaldo e sua mulher Bia Antony e até mesmo do seu companheiro de bancada Marco Luque.
Com isso fica a dúvida, ate onde o humor pode chagar, os esquetes de humor, em especial, jogam luz sobre os limites entre a liberdade de expressão e o respeito aos direitos: será que espetáculos cômicos devem se levar a sério e respeitar as pessoas ou as situações de que tratam? Ou a piada é, por princípio, ofensiva, e não pode ser controlada, ao custo de perder a graça? Essas questões começam a surgir, particularmente, quando os alvos de humoristas são indivíduos ou grupos historicamente perseguidos ou humilhados. Nesses casos, o humor tende a colidir com o chamado “politicamente correto”, que defende uma maior preocupação com as expressões ofensivas e que tendem a perpetuar discursos discriminadores. O limite sempre será ate onde o outro não se sinta ofendido, pois o humor e algo para alegrar e não para deixar deprimido, é sempre bom pensar bem um pouco antes de se expor.
Caso tenha gostado, adicione 5 estrelas!
[Total: 0 Average: 0]

Comente