O fim do “ouro branco”? A escassez da água.

Os recursos híbridos em ameaça constante, fim do ouro branco?

A água, atualmente é considerada o “ouro branco” do século XXI. Essa valorização pode ser explicada por estimativas alarmantes. Em muitos países, a demanda por água cresce a cada ano, porém, as reservas disponíveis não são inesgotáveis e o processo de dessalinização ainda requer o uso de tecnologia sofisticada e envolve altos custos de investimentos.

Fatores para o aumento da demanda

Os principais fatores que causam o aumento na demanda de água no mundo, três são destaques: o crescimento demográfico, o desenvolvimento industrial e a expansão da agricultura irrigada.

Nas últimas duas décadas, a agricultura foi responsável pela maior parte da extração de água doce no mundo, são estimados que cerca de 70% dos recursos hídricos disponíveis são consumidos por atividades de irrigação.

Enquanto isso, a quantidade de água doce disponível para o consumo humano está em declínio mundial, especialistas afirmam que até 2050 a procura por água crescerá 18% nos países desenvolvidos e 50% nos subdesenvolvidos e os demais. O aumento dessa demanda se tornará intolerável em países, onde suas reservas de água são inferiores a 1000 metros cúbicos por pessoa anualmente.

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Pesquisas mostraram que enquanto uma família de classe média nos Estados Unidos consome em média 2000 litros de água por dia, na África, esse consumo é apenas 150 litros, sem contar a dificuldade de acesso, pois milhões de famílias ainda precisam percorrer longas distancias para obter água, ainda mais preocupante, a água não está em condições de uso adequada.

50% dos rios da superfície terrestre estarão poluídos ou em vias de esgotamento nos próximos anos, em razão do desperdício e da má gestão dos recursos hídricos, agravando ainda mais a situação do ouro branco. Entre os grandes rios que estão dentro dessa estatística de perigo estão: o Nilo, no Egito, o Huang-Ho, na China, o Volga, na Rússia e o Colorado, nos Estados Unidos.

É preciso adotar novas ações para o uso da água, economia cotidiana, racionamentos, ensinamentos que venham de dentro de casa até para sociedade, campanhas contra o desperdício, programas escolares, estímulos de políticas públicas que garantam o uso sustentável desse recurso valioso. Com isso nosso ouro branco não será considerado raro.

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